O autoconhecimento feminino e seus benefícios transformadores

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Um despertar para uma nova consciência tem levado homens e mulheres à aprofundar-­se no conhecimento do “sagrado feminino”. Este princípio ou estilo de vida objetiva diminuir o espaço que o stress cotidiano, o excesso de tecnologias e o consumo desenfreado têm em nossas vidas. Ao invés disso, prega-­se o cultivo a outros valores, como o respeito a si mesmo, ao outro e ao planeta. A intenção disso tudo é que possamos conviver em um mundo mais maternal, sensível e afetivo.

Podemos dizer que trata­-se de uma reconexão com um princípio que não é novo, mas que caiu em desuso. Segundo a Ph.D. em filosofia e ativista indiana pelo meio ambiente, Vandana Shiva, as mulheres sempre foram encarregadas das tarefas relacionadas à reprodução da vida. São elas que, por muito tempo, desempenharam singularmente atividades que exigiam maior sensibilidade e afetividade no ambiente familiar, por exemplo: plantar, colher, cozinhar, tecer e cuidar das crianças. Segundo Vandana, por serem detentoras deste conhecimento único sobre o viver, as mulheres são cruciais na contemporaneidade, porque estamos frente a um futuro que precisa aprender a se reconectar com a vida.

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Apesar do conhecimento em torno do Sagrado Feminino poder ser adquirido através de livros, cursos, ou ainda em grupos de estudos chamados de “círculo de mulheres”, seus meios são acessíveis e relacionam-­se bastante com práticas simples de autoconhecimento. No Sagrado Feminino, a interiorização é manifestada de diversas formas, através, por exemplo, da aceitação das fases da vida, do envelhecimento, do respeito aos ritmos orgânicos, do contato saudável com os sentimentos e da compreensão dos sinais enviados pelo nosso próprio corpo. Além disso, reconhece­-se a importância da intuição em detrimento do uso exclusivo da razão, a sintonia entre a menstruação e as fases da lua e a influência que a natureza tem sobre nosso corpo e psique.

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A interiorização no Sagrado Feminino certamente faz o indivíduo perceber melhor seus instintos, vontades e ciclos e, além disso, o aprofundamento em suas práticas pode redistribuir a capacidade feminina de nutrir e prosperar à sociedade. Você conhece ou faz parte de algum grupo de aprofundamento e discussão? Compartilhe com a gente!

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